Uberlândia será a primeira cidade do interior do Brasil a receber a Casa da Mulher Brasileira

Uberlândia alcançou um marco histórico na rede de proteção feminina ao ser confirmada como a primeira cidade fora de capitais ou regiões metropolitanas a receber uma unidade da Casa da Mulher Brasileira. A decisão foi oficializada pela Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, vinculada ao Governo Federal, após o município apresentar um desempenho técnico superior no ranqueamento nacional de propostas. A conquista é fruto de articulações da administração municipal que ocorriam em Brasília desde abril.
O equipamento público funcionará como um centro integrado focado no acolhimento e auxílio jurídico a vítimas de violência doméstica. Em um único endereço, as mulheres terão acesso a triagem, assistência psicossocial, delegacia especializada, Juizado, Defensoria Pública e Ministério Público. Além dos serviços de segurança e justiça, a estrutura contará com suporte humanizado, incluindo brinquedoteca para crianças, alojamento de curta duração, central de transporte e programas voltados à autonomia econômica das assistidas.
A implementação da unidade ocorre em um cenário de alerta, conforme dados da Polícia Militar de Minas Gerais. Entre janeiro de 2024 e junho de 2025, foram registradas mais de 3.700 ocorrências de violência doméstica em Uberlândia, com as ameaças e agressões físicas liderando as queixas. A concentração de serviços especializados é vista como essencial para facilitar as denúncias e garantir que o acompanhamento das vítimas seja contínuo e eficiente.
Nos próximos dias, representantes do Ministério das Mulheres e da Prefeitura de Uberlândia devem iniciar as etapas administrativas finais para a viabilização do projeto. As equipes técnicas atuarão juntas para definir o terreno adequado onde o complexo será construído. Atualmente, o Brasil possui apenas 12 unidades deste tipo, todas instaladas em grandes centros metropolitanos, o que coloca o Triângulo Mineiro em posição de destaque na vanguarda das políticas públicas de gênero. Com informações de Regionalzão.


/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/p/i/BWz1JESYuJlSntgIqn4w/design-sem-nome.png)
