Uberlândia registra baixo volume de emendas parlamentares por habitante comparado à região

Uberlândia, principal polo econômico do Triângulo Mineiro, recebeu apenas R$ 23,81 por habitante em emendas parlamentares estaduais na atual legislatura. O valor representa menos da metade da média regional de R$ 56,45 por morador, colocando a cidade na lanterna proporcional da região. Dados da Secretaria de Estado de Governo (Segov) revelam um contraste nítido com municípios menores, como Canápolis, que superaram os R$ 300 por habitante.
O levantamento indica que o fenômeno da baixa captação per capita atinge também outros polos importantes. Uberaba registrou apenas R$ 9,09 por morador, o pior índice entre as grandes cidades locais, enquanto Ituiutaba ficou com R$ 35,94. O padrão sugere que a articulação política de bases eleitorais em cidades pequenas tem sido mais eficaz na conversão de votos em recursos do que a densidade populacional das grandes metrópoles.
Comparado a outras regiões do estado, o Triângulo Mineiro também apresenta desvantagem. Enquanto o Vale do Rio Doce atingiu média de R$ 196,18 por habitante, a média do Triângulo estagnou em patamares significativamente inferiores. O cenário levanta questionamentos sobre a força das bancadas regionais na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Para especialistas, o desafio de Uberlândia e das cidades vizinhas é transformar o peso econômico em musculatura política. A disparidade de valores destaca a necessidade de uma representação parlamentar mais coesa para garantir investimentos proporcionais às demandas de infraestrutura e serviços públicos do interior. Com informações de Regionalzão.

