Promotores de Minas Gerais receberam pagamentos superiores a R$ 300 mil em dois meses

Um levantamento detalhado nas folhas de pagamento do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) revelou que 459 promotores e procuradores de Justiça receberam rendimentos líquidos superiores a R$ 300 mil cada entre março e abril de 2026. Os valores, que englobam remuneração mensal e verbas indenizatórias conhecidas como 'penduricalhos', variaram entre R$ 300 mil e R$ 381 mil por servidor. Juntos, esses pagamentos representaram um custo superior a R$ 155,2 milhões aos cofres públicos mineiros.
A investigação aponta que a maior parte desses montantes decorre das Despesas de Exercícios Anteriores (DEA), que incluem pagamentos de férias não gozadas e diferenças salariais retroativas. Em Uberlândia, Uberaba, Patos de Minas e demais comarcas da região, a atuação desses promotores é financiada pelo tesouro estadual, e os valores pagos no período chegaram a quadruplicar o teto constitucional do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46.366,19 mensais.
Além das altas cifras, o MPMG alterou a forma de transparência dos dados, substituindo os nomes dos beneficiários por números de matrícula e restringindo o acesso por meio de login no portal Gov.br. As novas regras impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que limitam verbas indenizatórias a 35% do teto, passaram a valer em maio, mas os dados referentes a este mês sob a nova vigência ainda não foram disponibilizados pelo órgão.
Com informações de G1 Minas Gerais.



