Política

Projeto que regulamenta wind banners trava na Câmara de Uberlândia após revolta no comércio

·há 1h·Uberlândia, MG
Projeto que regulamenta wind banners trava na Câmara de Uberlândia após revolta no comércio
Projeto que regulamenta wind banners trava na Câmara de Uberlândia após revolta no comércio

A tramitação do Projeto de Lei Ordinária nº 1.323/2026, que visa regulamentar o uso de wind banners em Uberlândia, estagnou na Câmara Municipal. A proposta, de autoria dos vereadores Liza Prado e Zezinho Mendonça, chegou a ser aprovada em primeira votação no início de setembro, mas não retornou à pauta para a análise definitiva. O travamento ocorre em um momento de forte pressão do setor comercial, que questiona a disparidade entre as restrições impostas às lojas e a onipresença dessas bandeiras na propaganda eleitoral.

Empresários locais manifestam indignação com o que consideram um tratamento desigual. Enquanto estabelecimentos enfrentam multas e limitações baseadas no Código de Posturas para divulgar produtos, as ruas da cidade foram tomadas por milhares de peças publicitárias de candidatos. Para os comerciantes, o wind banner representa uma alternativa de baixo custo essencial para atrair consumidores, e o contraste com o período eleitoral evidenciou a necessidade urgente de uma nova legislação.

Nos bastidores do Legislativo, a demora para a segunda votação é atribuída a uma possível divergência entre a Câmara e a Prefeitura de Uberlândia. Informações indicam que o Executivo demonstra interesse em participar diretamente da construção do texto, o que gerou um impasse sobre o protagonismo da regulamentação. O projeto original busca alterar as normas municipais para conciliar a atividade econômica com a mobilidade urbana e a preservação da paisagem visual.

Vale ressaltar que a discussão atual tenta reverter ou ajustar restrições severas impostas em 2023, quando o município proibiu o uso dessas placas em calçadas e canteiros alegando poluição visual. No entanto, especialistas lembram que a regra municipal não tem poder sobre a propaganda política, que é regida por legislação federal e fiscalizada pela Justiça Eleitoral, criando o cenário de dualidade que hoje revolta os lojistas uberlandenses. Com informações de Regionalzão.