PP decide por neutralidade presidencial em 2026 e impacta cenário político em Uberlândia

O diretório nacional do Progressistas (PP) confirmou que manterá neutralidade na disputa pela Presidência da República em 2026. A decisão, comunicada pelo senador Ciro Nogueira ao PL, interrompe as negociações de apoio formal à candidatura bolsonarista. Cerca de 90% dos diretórios estaduais da legenda optaram pelo caminho da isenção institucional, visando garantir maior liberdade para as bases locais em suas alianças regionais.
Em Uberlândia, o anúncio possui grande relevância, já que o PP é o partido mais influente da política local nas últimas décadas. A sigla foi a base política dos quatro mandatos do ex-prefeito Odelmo Leão e abriga atualmente figuras centrais do cenário público, como a deputada federal Ana Paula Leão e o atual prefeito Paulo Sérgio, eleito em 2024. A neutralidade nacional permite que essas lideranças uberlandenses definam seus apoios presidenciais sem as amarras da cúpula partidária.
Além das questões estratégicas, a cúpula do partido avalia que uma aliança nacional rígida poderia prejudicar a coesão da federação formada com o União Brasil. O objetivo principal do grupo é o fortalecimento das bancadas no Congresso Nacional, priorizando as eleições para deputados e senadores em detrimento de um palanque presidencial unificado. Com isso, os políticos de Uberlândia e região ganham autonomia para negociar de acordo com o contexto mineiro.
O cenário político ainda é influenciado por desdobramentos jurídicos envolvendo o comando nacional do partido. O senador Ciro Nogueira é investigado pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras. As investigações indicam que o parlamentar teria recebido vantagens indevidas, alegações que são negadas pela defesa do senador, que reforça a inexistência de atos ilícitos. Com informações de Regionalzão.



