Pesquisa da UFU aponta falta de transparência em filas de exames do SUS em Uberlândia

Uma pesquisa de mestrado desenvolvida na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Uberlândia (Fadir/UFU) identificou falhas críticas na gestão das filas de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) no município. O estudo revela que a principal barreira enfrentada pelos pacientes é a falta de transparência, uma vez que não há um sistema público eficiente para que o cidadão monitore sua posição em listas de exames eletivos. A ausência de dados claros gera incerteza e impacta diretamente a saúde das famílias locais.
Segundo a pesquisadora Thais Pereira, autora da dissertação, a falta de sincronização de dados municipais obriga muitos pacientes a recorrerem à rede particular, mesmo sem condições financeiras, ou a enfrentarem o agravamento de doenças durante a espera. O estudo destaca casos extremos em que pacientes falecem antes de conseguir o agendamento necessário. A recomendação é a implementação de canais de comunicação direta que informem a estimativa de tempo e a colocação exata de cada usuário.
Para solucionar o gargalo, o trabalho acadêmico sugere a adoção de processos estruturais, onde o Poder Judiciário e a Prefeitura de Uberlândia trabalhem em cooperação para reorganizar o fluxo de exames. A proposta visa substituir decisões judiciais individuais por planos de ação integrados que corrijam o problema de forma coletiva e definitiva. Além da gestão, a pesquisa reforça a necessidade de ampliação do orçamento e contratação de novos profissionais para reduzir a demanda reprimida na rede pública municipal. Com informações de Regionalzão.



