Agronegócio

Nova geopolítica mundial desafia competitividade do agronegócio em Minas Gerais

·há 47 min
Nova geopolítica mundial desafia competitividade do agronegócio em Minas Gerais
Nova geopolítica mundial desafia competitividade do agronegócio em Minas Gerais

O agronegócio brasileiro enfrenta um novo cenário global onde a geopolítica e o protecionismo ditam o ritmo das exportações. As crescentes disputas comerciais entre potências como Estados Unidos e China, somadas às exigências rigorosas da União Europeia, têm impactado diretamente o fluxo de mercadorias e a rentabilidade do produtor rural brasileiro.

Segundo análise da Faemg, barreiras regulatórias e tarifárias estão sendo utilizadas como instrumentos de pressão. Enquanto os EUA aplicam a Seção 301 para sobretaxar produtos, a Europa endurece critérios ambientais e sanitários que, muitas vezes, funcionam como barreiras comerciais invisíveis aos produtos mineiros e brasileiros.

A China, destino fundamental para a carne bovina do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, também adota mecanismos de proteção, como a previsão de sobretaxas para 2026. Esse cenário exige que o Brasil adote uma diplomacia comercial técnica e pragmática, focada em manter o acesso a mercados estratégicos independentemente de ideologias.

Em Minas Gerais, os efeitos já são sentidos em cadeias específicas, como a produção de mel, que perdeu cotas de exportação para o mercado europeu. A liderança do setor alerta que restrições internas ou externas que reduzam a renda no campo comprometem investimentos futuros em tecnologia e produtividade.

Para o setor produtivo regional, o desafio imediato é conciliar a eficiência produtiva com a comprovação de sustentabilidade e rastreabilidade exigidas globalmente. O fortalecimento do Mercosul e a defesa de cotas mais justas são apontados como caminhos necessários para preservar o crescimento econômico do estado.

Com informações de Gazeta do Pontal.