MPMG transfere detentos com vínculos criminosos de unidades da Apac em Minas Gerais

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) coordenou a Operação Salvaguarda, que identificou 50 detentos vinculados a organizações criminosas cumprindo pena indevidamente em unidades da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac). No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a ação alcançou unidades em Araxá, Frutal e Patos de Minas, visando preservar o método de ressocialização de menor contenção.
Até o momento, 24 presos já foram transferidos judicialmente para o sistema prisional comum. A operação foi fundamentada na Portaria Conjunta nº 49/PR-TJMG/2024, que proíbe detentos envolvidos com milícias, grupos paramilitares ou facções de ocuparem vagas nos Centros de Reintegração Social das Apacs, devido ao perfil de alto risco e incompatibilidade com o modelo.
A força-tarefa reuniu o Gabinete de Segurança e Inteligência (GSI), a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), além da Inteligência da Polícia Penal e Polícia Civil. Os órgãos realizaram análises individualizadas do histórico penal dos internos para garantir que a segurança pública e a disciplina nas unidades assistenciais fossem mantidas.
As autoridades informaram que os levantamentos continuam sendo realizados em diversas regiões do estado, com novos casos sob análise técnica. O objetivo é assegurar que o método Apac permaneça focado em seu propósito original de reintegração social, sem a interferência de indivíduos que possuam vínculos estruturados com o crime organizado. Com informações de Jornal Araxá.



