Investigador da Polícia Civil é demitido por vazar informações de operação em Uberlândia

A delegada-geral da Polícia Civil de Minas Gerais, Elizabeth Debitas Assis Rocha, assinou a demissão do investigador Caio Oliveira Rezende de Abreu. Ele é acusado de vazar dados sigilosos da Operação Erínias, deflagrada em Uberlândia em junho de 2023, que apurava um plano de organização criminosa para assassinar autoridades da segurança pública na região.
Segundo o processo administrativo, o agora ex-policial mantinha contato frequente com um dos suspeitos do grupo criminoso. Investigações do Gaeco apontaram que ele realizava consultas nos sistemas internos da polícia e repassava os resultados para os alvos. Em um dos episódios relatados, o investigador teria tentado alertar o grupo sobre a deflagração da força-tarefa horas antes do início dos trabalhos.
A decisão pela demissão a bem do serviço público ocorre após o investigador ter sido preso preventivamente na segunda fase da operação, em outubro do ano passado. Além do vazamento de informações, o servidor foi flagrado realizando escoltas para investigados e participando do cumprimento de mandados de busca em imóveis de suspeitos que ele mesmo auxiliava.
A punição administrativa foi mais severa do que o sugerido inicialmente pela comissão processante. A Corregedoria-Geral entendeu que a conduta de quebra de sigilo e uso abusivo do cargo tornaram a permanência do servidor insustentável na instituição. Foram determinados o recolhimento imediato de distintivo, armas e o bloqueio de acessos aos sistemas.
A defesa do ex-investigador informou que pretende se manifestar sobre o caso posteriormente. A Operação Erínias segue como um marco no combate ao crime organizado no Triângulo Mineiro, tendo sido iniciada após a descoberta de cartas e depoimentos que listavam nomes de delegados, promotores e diretores de presídios como alvos de execução.
Com informações de G1 Triângulo Mineiro.



