Exportações da região de Uberlândia crescem 20,5% e atingem US$ 1,76 bilhão no semestre

As exportações da Região Geográfica Intermediária de Uberlândia apresentaram um crescimento vigoroso no primeiro semestre de 2026, somando US$ 1,76 bilhão. O valor representa uma alta de 20,54% em comparação ao mesmo período do ano anterior, consolidando a força do setor produtivo local no mercado global. O volume de embarques também subiu significativamente, alcançando 2,68 milhões de toneladas, um incremento de quase 30%.
A cidade de Uberlândia segue como o principal motor econômico da região, concentrando 44,38% do total das vendas externas. O município registrou US$ 781,94 milhões em mercadorias enviadas ao exterior, um salto expressivo de 77,21% em relação ao primeiro semestre de 2025. O desempenho é puxado principalmente pelo setor de grãos, que aproveita a infraestrutura logística e a alta produtividade do campo.
A soja consolidou sua posição como o carro-chefe da pauta exportadora regional, respondendo por quase 47% do volume financeiro total, com US$ 835,74 milhões. O mercado chinês continua sendo o parceiro comercial mais estratégico para o Triângulo Mineiro, absorvendo 63,63% de tudo o que é exportado pela região. Apenas para a China, as vendas de soja cresceram quase 70% no período analisado.
Além da soja, outros produtos como carne bovina congelada, pasta química de madeira e café mantiveram participação relevante, apesar de oscilações em mercados específicos. Por outro lado, as transações com os Estados Unidos apresentaram retração de 26,36%, influenciadas pela menor demanda norte-americana por proteína animal e café produzidos localmente.
Nas importações, a região registrou um movimento de US$ 181,87 milhões, o que representa uma queda de 11,37% em valor financeiro. Entre os principais itens adquiridos de outros países estão os fertilizantes potássicos, essenciais para a manutenção das lavouras da região, e o arroz. Os dados foram compilados pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais (CEPES) da Universidade Federal de Uberlândia.
Com informações de Regionalzão.


