Estudo da UFU aponta avanços no tratamento de autismo grave com neuromodulação

Um estudo pioneiro conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) trouxe resultados promissores para o tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa, publicada na revista internacional Pediatric Reports, utilizou a tecnologia de neuromodulação não invasiva REAC em um paciente com quadro severo e múltiplas comorbidades, registrando melhoras significativas em apenas cinco semanas de intervenção.
Os dados clínicos revelaram uma queda de quase 35% no escore total de avaliação do autismo, com destaque para a evolução de 75% nas áreas de linguagem e comunicação. A técnica atua auxiliando o cérebro na reorganização de conexões neurais, o que favorece circuitos de atenção e interação social sem a necessidade de intervenções medicamentosas ou métodos invasivos.
Conduzido pela médica e doutoranda Clarissa Oliveira, o trabalho é o primeiro caso documentado no Brasil a aplicar essa tecnologia específica em pacientes autistas graves com comorbidades como epilepsia. Profissionais que acompanharam o caso relataram ganhos práticos no dia a dia, incluindo melhor contato visual, respostas mais rápidas a comandos e redução da agitação motora.
Embora os resultados sejam iniciais e baseados em um estudo de caso clínico, a pesquisa posiciona Uberlândia no cenário da neurociência translacional internacional. A equipe agora se prepara para expandir os protocolos para grupos maiores, visando validar a eficácia do método e ampliar o acesso ao tratamento como terapia complementar às abordagens tradicionais. Com informações de Regionalzão.



