Agronegócio

Estiagem compromete produtividade do milho segunda safra no Triângulo Mineiro

·há 1h
Estiagem compromete produtividade do milho segunda safra no Triângulo Mineiro
Estiagem compromete produtividade do milho segunda safra no Triângulo Mineiro

As lavouras de milho segunda safra no Triângulo Mineiro enfrentam desafios significativos devido ao prolongado período de estiagem. Segundo o novo Boletim de Monitoramento Agrícola da Conab, a falta de chuvas em fases cruciais de desenvolvimento prejudicou o potencial produtivo das áreas de sequeiro, que dependem exclusivamente das precipitações para o enchimento dos grãos. Em situações mais severas, produtores regionais estão convertendo a plantação em silagem para evitar prejuízos maiores, já que o rendimento projetado caiu para menos de 50 sacas por hectare.

Enquanto o sequeiro sofre, as áreas que utilizam sistemas de irrigação na região apresentam um cenário oposto. O levantamento aponta que o milho irrigado mantém um bom desenvolvimento, com expectativas de produtividade que superam 150 sacas por hectare. Essa dualidade marca a safra atual, evidenciando a importância da tecnologia hídrica para garantir a estabilidade financeira no campo diante das variações climáticas típicas do inverno brasileiro.

Além do milho, o relatório destaca a diversificação das atividades agrícolas no Triângulo e Alto Paranaíba. O trigo irrigado está em expansão, aproveitando as temperaturas amenas para compensar a redução das áreas de sequeiro. O feijão de terceira safra também demonstra bom desempenho, com o plantio praticamente concluído e baixa incidência de pragas, consolidando-se como uma alternativa viável e de ciclo curto para os agricultores locais.

Com a continuidade do tempo seco, a colheita do milho deve ganhar ritmo nas próximas semanas. A baixa umidade favorece a entrada das máquinas e reduz custos com secagem, embora não consiga recuperar as perdas de volume já consolidadas pelo estresse hídrico anterior. O setor agora monitora as cotações de mercado para entender se a menor oferta regional conseguirá sustentar preços que compensem a quebra na produtividade das lavouras de sequeiro. Com informações de Regionalzão.