Especialista em Araxá orienta famílias sobre manejo do Transtorno Opositor Desafiador

O Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) exige atenção especializada que vai além da disciplina comum, conforme alerta a educadora parental Cíntia Matos, de Araxá. O diagnóstico, que costuma surgir entre os 5 e 8 anos, diferencia-se de birras comuns pela frequência e intensidade das reações, impactando severamente a rotina escolar e o convívio familiar. Segundo a especialista, identificar o padrão persistente de irritabilidade é o primeiro passo para o suporte adequado.
O tratamento do TOD deve ser conduzido por uma equipe multiprofissional, envolvendo psiquiatras infantis, neurologistas e psicólogos. A abordagem clínica é fundamental para avaliar prejuízos sociais e emocionais, podendo incluir o uso de medicação para controle de irritabilidade e psicoterapia focada no reconhecimento de emoções. A participação ativa da escola e dos cuidadores é essencial para o sucesso das intervenções.
A postura dos pais desempenha papel central na evolução da criança, sendo recomendado substituir o autoritarismo por estratégias de conexão e acolhimento. A educadora parental enfatiza que limites claros devem ser mantidos, mas sempre acompanhados de escuta ativa e fortalecimento dos vínculos afetivos. O equilíbrio entre firmeza e respeito ajuda a reduzir os conflitos diários e a resistência natural da criança com o transtorno.
Com informações de Jornal Araxá.



