Cafeicultores investem em geoprocessamento para mitigar riscos climáticos na região

A cafeicultura no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba tem buscado na tecnologia uma aliada essencial para enfrentar a instabilidade climática. Com o aumento de episódios de estiagem e temperaturas extremas, cooperativas como a Cooxupé, que possui forte atuação na região, intensificaram o uso de geoprocessamento e monitoramento em tempo real para orientar os produtores rurais.
O sistema integra dados de centenas de estações meteorológicas e pluviômetros, permitindo que o cafeicultor acompanhe variações térmicas e o volume de chuvas com precisão. Essa estrutura de dados ajuda no ajuste das práticas agrícolas e no manejo preventivo, reduzindo drasticamente os riscos de perdas na safra e garantindo a sustentabilidade econômica das propriedades.
Além do monitoramento climático, o geoprocessamento é utilizado para prever a ocorrência de doenças, como a ferrugem e a mancha de phoma. Por meio de uma parceria com instituições de pesquisa, a análise cruza informações do tempo com o histórico das lavouras para indicar o momento exato de intervenção técnica, otimizando o uso de insumos e protegendo a produtividade.
A estratégia inclui ainda o desenvolvimento de plantas mais resistentes ao calor e incentivos à conservação do solo. Entender o comportamento climático de cada microrregião tornou-se fundamental para garantir a previsibilidade da safra mineira em um cenário global de mudanças ambientais. Com informações de G1 Minas Gerais.

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/d/T/3tdXpKSbyNceYrMzsEhw/molduras-g1-.png)

