Cidades

Afastamento de juiz do TJMG por beber em sessão levanta debate sobre limites do home office

·há 4h
Afastamento de juiz do TJMG por beber em sessão levanta debate sobre limites do home office
Afastamento de juiz do TJMG por beber em sessão levanta debate sobre limites do home office

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) afastou o juiz Milton Lívio Lemos Salles após o magistrado ser flagrado bebendo vinho e fumando durante uma sessão de julgamento virtual. O caso, que viralizou nas redes sociais, motivou a abertura de uma sindicância pela Corregedoria-Geral de Justiça para apurar a conduta ética do profissional. Com o afastamento, os processos que estavam sob relatoria do juiz serão redistribuídos para evitar prejuízos ao andamento jurídico.

O episódio reacendeu a discussão sobre os limites do comportamento profissional no trabalho remoto. Especialistas em Direito do Trabalho alertam que, embora o colaborador esteja em sua residência, o expediente mantém as mesmas regras de uma atividade presencial. No caso da magistratura, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) exige uma conduta irrepreensível, uma vez que o juiz exerce uma função pública e institucional, independentemente do local físico onde se encontra.

Para trabalhadores do setor privado, o consumo de álcool durante a jornada pode resultar em sanções disciplinares e até demissão por justa causa, dependendo das normas internas da empresa. Já o cigarro costuma gerar advertências por descumprimento de etiqueta profissional. A análise jurídica reforça que o ambiente de videoconferência é considerado uma extensão do espaço de trabalho, exigindo decoro e postura adequada dos participantes.

Com informações de G1 Minas Gerais.